Letrinhas

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30 de novembro de 2009

Democracia

democracia, s.f. estado político em que a soberania pertence ao povo.

Desgraçados dogmas de desinteresse, desigualdade e desconfiança, dormem dentro desse doido desespero que em dias nos domina...
Desculpas... Desculpas!
É difícil destruir dogmas? Deus deu-nos o dom de os desintegrar! O direito, é o dom divino!
Desafiem os dogmáticos.
Desfrutem da ditosa Democracia!

14 de novembro de 2009

Cuspir

cuspir, v. intr. expelir cuspo; salivar.

Mas PORQUÊ? Porque é que os homens cospem na rua? Tem piada? Tem? Não, não tem. É nojento. Ponto final parágrafo.
Ouçam lá, as mulheres costumam cuspir para o passeio? Não! Ou seja, é possível viver sem fazer essas porcarias. Eu não sou obrigada a ter fazer um estudo pormenorizado da vossa baba. Se quisesse, andava aos beijos com todos os rapazes que me aparecessem à frente. Ando? Não, não ando, logo, não quero ver nem conhecer a vossa secreção salivar.
O som daquela reunião de gosma que se dá antes do acto em si; o vislumbre do contracção das bochechas; o encher de ar dos pulmões, acumulando potência para o catapultamento; o brilho da especturação ao passar em arco, zunindo pelos ares; o imaginar da quantidades de germes que, pobrezinhos, são forçados a fazer queda livre e a ir para onde o vento os levar; a aquisição de velocidade na recta final da descida e, finalmente, o "splash" da babinha na pedra da calçada, espalhando gotículas reluzentemente pouco higiénicas em todas as direcções: tudo isto dá com uma pessoa em louca. Ou, pelo menos, com vontade de despejar o conteúdo do estômago.
Por isso, por amor de todos os santinhos e pelo nosso também: PAREM de cuspir!
(Também se aplica a jogadores de futebol. Não se esqueçam que já há televisões da alta definição e que os jogos passam à hora do jantar)

13 de novembro de 2009

Bequadro

bequadro, s.m. sinal musical que se utiliza para desfazer a acção dos acidentes sustenido ou bemol.

Ai, se na vida bequadros houvesse
Se a anulação da acção se fizesse
Quando me convêm e apetece.
Se houvesse replay
Para anular o que estraguei.
Se para fugir da rotina
Pudesse apenas fechar a cortina.
Bastasse dar à manivela
Para logo a vida se pôr bela.

Não é.
Mas podia.
Se apenas bequadros houvesse.

Amar

amar, v. tr. ter amor a; gostar de; estimar; ter devoção por; intr. estar apaixonado.

Ah, eles não compreendem. Ah, tão triste, que o amor mais nobre esteja por aí, roçando-se nas esquinas mais sujas, para ser espezinhado por toda a gente. Que amor, perguntam-me, é esse, mais nobre que o de Pedro, mais delicado que o de Inês? Que amor é esse?
É fácil amar a família. É fácil amar quando se está apaixonado. Eu sei, é tão fácil.
Esquecem-se. Esquecem-se do Amor. O tal que um dia unirá a Humanidade. O tal que tantos profetizaram. O tal que enche de alegria a alma, que vem no vento violento e amaina no regaço de um alguém tão sujo e triste quanto as esquinas por onde o amor mora. O amor que não é triste, nem tem paixão, nem é por obrigação. O mais simples, o mais difícil.
Mas não. Não! Não digam que é impossível, que tal amor nunca exitirá. A minha vida, dedico-a a mostrar que é possível.
Acabar com o sofrimento.


"And in the end
The love you take
Is equal to the love... you make."

31 de outubro de 2009

O Regresso

Quem me lê? Quem se importa? Tanta gente, tanto mundo e eu, só uma. Quem é que ouve o meu grito mudo? Quem compreende o meu suspiro? Se ninguém, não me importo, não quero saber. Continuarei até que haja alguém.
Aqui se reinicia um desabafo, um pensamento formulado, uma reflecção. Umas vezes mais estético, outras mais sintético, mas sempre meu, mesmo que outros o partilhem.
Mix O'Lídio está de volta. Cinco anos depois.